Johnny's profileA volta dos que não fora...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    March 14

    New Chance

    mais uma vez as paginas do tempo move-se no vento
    novamente as folhas levam um pedaço da nossa vida
    o tempo passa veloz movendo os ponteiros
    um velho homem conta suas histórias

    conta-nos que a inocência
    foi embora nos seus primeiros pecados
    conta-nos que gastou sua força
    correndo atrás de suas fraquezas
    e não percebeu o som do sino a cada dia
    e agora esconde-se atrás das cortinas do tempo

    [...]

    Sonhos que podemos ter, somos quem podemos ser

    "Um dia me disseram que as nuvens não eram feitas de algodão..."

    Sabe, todos nós temos sonhos, projetos e anseios durante a jornada de nossas vidas...
    Alguns projetos conseguimos realizar, outros deixamos para depois... outros ainda
    surgem no caminhar...

    Algumas coisas permanecem no oculto, outras vêem a tona...

    Pessoas mudam sonhos e pensamentos...

    É como o girar do vento... fazendo seus circuitos e giros...

    "Uma geração vai, outra geração vem... o que é, é o que há de ser, e o que se fez,
    isso se torna a fazer, não há nada novo debaixo do sol..."

    Como controlar nosso desejo, nossas ansiedades e sonhos que muitas vezes
    nos levam a frustração e quão "infindável" tristeza?

    Eu sigo em frente, sem enxergar completamente o que me espera no futuro...
    caminhando muitas vezes com a vista embaçada...
    mas seguindo sempre em frente...

    algumas pessoas permanecem conosco durante um longo tempo...
    mas nem todas que iniciam a caminhada junto conosco permanece...


    muitas vezes somos nós que as abandonamos....
    e quando decidimos voltar, como encarar de frente?
    será que seremos bem recebidos?

    como devemos nos portar, o que devemos dizer?
    o que devemos fazer?


    e o tempo que passou... o que aconteceu durante esse período
    o que se perdeu?


    ainda existe esperança...

    talvez não aconteça da maneira que esperamos
    ou nos falta coragem... mas é preciso seguir em frente...

    E quando não sabemos nos expressar...

    [

    silêncio...

    um olhar distante...

    apenas uma face triste

    palavras, ditas ao vento...

    conte-me o que aconteceu....

    o que aconteceu dentro dos seus olhos?

    eu sei... seu olhar nunca disse pra sempre...

    e agora o vento mexe o espelho do passado

    eu sei, uma oração faltou fazermos juntos

    foi um amor em vão?

    sentimentos... passam como as nuvens

    memórias habitam esse céu...

    rastros... o deserto apaga...

    porém o amor... era para sempre...

    ]


    March 12

    Declaração de Independência - CyberSpace

    Por John Perry Barlow
     
    Governos do Mundo Industrial, vocês gigantes aborrecidos de carne e aço, eu venho do espaço
    cibernético, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, eu peço a vocês do passado que nos deixem
    em paz. Vocês não são bem vindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une.
     
    Os governos derivam seu justo poder a partir do consenso dos governados. Vocês não solicitaram
    ou receberam os nossos. Não convidamos vocês. Vocês não vêm do espaço cibernético, o novo lar
    da Mente.
     
    Não temos governos eleitos, nem mesmo é provável que tenhamos um, então eu me dirijo a vocês
    sem autoridade maior do que aquela com a qual a liberdade por si só sempre se manifesta.
     
    Eu declaro o espaço social global aquele que estamos construindo para ser naturalmente independente
    das tiranias que vocês tentam nos impor. Vocês não têm direito moral de nos impor regras, nem ao
    menos de possuir métodos de coação a que tenhamos real razão para temer.
     
    Vocês não nos conhecem, muito menos conhecem nosso mundo. O espaço cibernético não se limita a
    suas fronteiras. Não pensem que vocês podem construí-lo, como se fosse um projeto de construção
    pública. Vocês não podem. Isso é um ato da natureza e cresce por si próprio por meio de nossas ações
    coletivas.
     
    Vocês não se engajaram em nossa grande e aglomerada conversa, e também não criaram a riqueza de
    nossa reunião de mercados. Vocês não conhecem nossa cultura, nossos códigos éticos ou falados que
    já proveram nossa sociedade com mais ordem do que se fosse obtido por meio de qualquer das suas
    imposições.
     
    Vocês alegam que existem problemas entre nós que somente vocês podem solucionar. Vocês usam
    essa alegação como uma desculpa para invadir nossos distritos. Muitos desses problemas não existem.
    Onde existirem conflitos reais, onde existirem erros, iremos identificá-los e resolvê-los por nossos
    próprios meios.
     
    Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa maneira de governar surgirá de acordo com
    as condições do nosso mundo, não do seu. Nosso mundo é diferente.
     
    O espaço cibernético consiste em idéias, transações e relacionamentos próprios, tabelados como uma
    onda parada na rede das nossas comunicações.
     
    Nosso é um mundo que está ao mesmo tempo em todos os lugares e em nenhum lugar, mas não é onde
    pessoas vivem.
     
    Estamos criando um mundo que todos poderão entrar sem privilégios ou preconceitos de acordo com
    a raça, poder econômico, força militar ou lugar de nascimento.
     
    Estamos criando um mundo onde qualquer um em qualquer lugar poderá expressar suas opiniões, não
    importando quão singular, sem temer que seja coagido ao silêncio ou conformidade.
     
    Seus conceitos legais sobre propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam
    a nós. Eles são baseados na matéria. Não há nenhuma matéria aqui.
     
    Nossas identidades não possuem corpos, então, diferente de vocês, não podemos obter ordem por
    meio da coerção física. Acreditamos que a partir da ética, compreensivelmente interesse próprio de
    nossa comunidade, nossa maneira, de governar surgirá. Nossas identidades poderão ser distribuídas
    através de muitas de suas jurisdições.
     
    A única lei que todas as nossas culturas constituídas iriam reconhecer é o Código Dourado. Esperamos
    que sejamos capazes de construir nossas próprias soluções sobre este fundamento. Mas não podemos
    aceitar soluções que vocês estão tentando nos impor.
     
    Nos Estados Unidos vocês estão criando uma lei, o Ato de Reforma das Telecomunicações, que repudia
    sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, deTocqueville
    and Brandeis. Esses sonhos precisam nascer agora de novo dentro de nós.
     
    Vocês estão apavorados com suas próprias crianças, já que elas nasceram num mundo onde vocês
    serão sempre imigrantes. Porque têm medo delas, vocês incumbem suas burocracias com
    responsabilidades paternais, já que são covardes demais para se confrontarem consigo mesmos.
     
    Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões de humanidade, desde os mais humilhantes até
    os mais angelicais, são parte de um todo descosturado; a conversa global de bits. Não podemos
    separar o ar que sufoca daquele no qual as asas batem.
     
    Na China, Alemanha, França, Rússia, Singapura, Itália e Estados Unidos, vocês estão tentando repelir
    o vírus da liberdade, erguendo postos de guarda nas fronteiras do espaço cibernético. Isso pode manter
    afastado o contágio por um curto espaço de tempo, mas não irá funcionar num mundo que brevemente
    será coberto pela mídia baseada em bits.
     
    Sua indústria da informação cada vez mais obsoleta poderia perpetuar por meio de proposições de leis
    na América e em qualquer outro lugar que clamam por nosso próprio discurso pelo mundo.
     
    Essas leis iriam declarar idéias para serem um outro tipo de produto industrial, não mais nobre do que
    um porco de ferro. Em nosso mundo, qualquer coisa que a mente humana crie, pode ser reproduzida
    e distribuída infinitamente sem nenhum custo. O meio de transporte global do pensamento não mais
    exige suas fábricas para se consumar.
     
    Essas medidas cada vez mais coloniais e hostis os colocam na mesma posição daqueles antigos
    amantes da liberdade e auto- determinação que tiveram de rejeitar a autoridade dos poderes
    distantes e desinformados.
     
    Precisamos nos declarar virtualmente imunes de sua soberania, mesmo se continuarmos a consentir
    suas regras sobre nós. Nos espalharemos pelo mundo para que ninguém consiga aprisionar nossos
    pensamentos.
     
    Criaremos a civilização da Mente no espaço cibernético. Ela poderá ser mais humana e justa do que
    o mundo que vocês governantes fizeram antes.
     
    Davos, Suíça, 8 de fevereiro de 1996.